As dietas cetogênicas são uma alternativa dietética terapêutica para o tratamento das epilepsias farmacorresistentes. São dietas com alto teor de lipídios e restritas de carboidratos. Existem diferentes tipos, como a dieta cetogênica clássica e a dieta de Atkins modificada.

A dieta cetogênica clássica é utilizada há mais de 90 anos para o tratamento das epilepsias farmacorresistentes. É constituída por até 90% da quantidade de calorias do dia, vinda de lipídeos. Em geral, a relação de macronutrientes é de 4:1, sendo 4 partes de gordura para 1 parte de proteínas mais carboidratos.

Para sua preparação, os alimentos devem ser pesados crus em uma balança de precisão, antes de serem cozidos (ou assados, grelhados, etc). Além disso, os alimentos pesados devem ser consumidos em sua totalidade pelo paciente.

A dieta de Atkins modificada apresenta uma distribuição de macronutrientes em torno de 60% de lipídios, 30% de proteínas e 10% de carboidratos. Em geral, a relação de macronutrientes é de 2:1, sendo 2 partes de gordura para 1 parte de proteínas mais carboidratos.

Sua formulação, com uma quantidade menor de gorduras e maior em proteínas e carboidratos, oferece maior aceitação da dieta e facilidade na sua preparação e alimentação fora de casa.

Crianças, adolescentes e adultos com epilepsia farmacorresistente podem ser beneficiados com o uso da dieta cetogênica. A indicação dependerá da causa ou tipo de epilepsia, e de outros aspectos que serão avaliados pela equipe de saúde, que determinará se o paciente é ou não candidato ao tratamento com dieta.

Sua formulação, com uma quantidade menor de gorduras e maior em proteínas e carboidratos, oferece maior aceitação da dieta e facilidade na sua preparação e alimentação fora de casa.

A eficácia do tratamento é avaliada através do controle do número de crises. Entre 15-20% dos pacientes alcançam um controle de crises completo, enquanto 60-70% alcançam uma redução significativa no número de crises. De qualquer forma é preciso levar em conta que o tratamento nem sempre é eficaz.

Sua formulação, com uma quantidade menor de gorduras e maior em proteínas e carboidratos, oferece maior aceitação da dieta e facilidade na sua preparação e alimentação fora de casa.

Quando não há glicose suficiente no corpo para obter ENERGIA, o organismo recorre às gorduras dos alimentos como fonte energética. Quando se queima gordura em excesso, são produzidos resíduos chamados corpos cetônicos, os quais são usados como fonte de energia.

Sua formulação, com uma quantidade menor de gorduras e maior em proteínas e carboidratos, oferece maior aceitação da dieta e facilidade na sua preparação e alimentação fora de casa.

O mecanismo de ação é dado pela produção de corpos cetônicos que acontece no fígado. Estes substituem a glicose como fonte de energia. A cetose crônica, juntamente com baixos níveis de glicose induziriam um efeito anticonvulsivante direto e indireto ao estimular também a produção de neurotransmissores inibidores.

Quando o paciente começa a dieta e a mesma se mostra eficaz no controle das crises, é possível fazer a redução dos medicamentos anticonvulsivantes. Porém, somente o médico pode determinar como e quando realizar essa modificação no tratamento.

Se a dieta se mostra eficaz, a mesma pode ser mantida entre 2 e 3 anos, para logo ser modificada e, transformar-se aos poucos, em uma dieta comum.

A dieta cetogênica não é balanceada, ou seja, não atinge as recomendações de vitaminas e minerais para o crescimento e manutenção da saúde.

Não devemos esquecer que, para crescer e ter um estado nutricional adequado, é necessário que o paciente receba diariamente, enquanto durar o tratamento, todos os suplementos nutricionais (vitaminas e minerais) que o médico e/ ou nutricionista indicar.

Sua formulação, com uma quantidade menor de gorduras e maior em proteínas e carboidratos, oferece maior aceitação da dieta e facilidade na sua preparação e alimentação fora de casa.

Os efeitos colaterais que podem ser causados pela dieta cetogênica são variados e, podem se manifestar desde o início do tratamento ou, de forma tardia com o seu uso crônico. Porém, a maioria desses efeitos são previsíveis e tratáveis. Como exemplo, podemos citar a constipação como sendo um efeito colateral bastante frequente. Com o aumento do consumo de fibras e hidratação adequada, há grandes chances de melhora dos sintomas. Outro efeito frequente, é o aumento do colesterol e dos triglicerídeos, sendo muito importante o controle clínico e laboratorial regular para controlar os efeitos adversos de seus valores elevados.

Não devemos esquecer que, para crescer e ter um estado nutricional adequado, é necessário que o paciente receba diariamente, enquanto durar o tratamento, todos os suplementos nutricionais (vitaminas e minerais) que o médico e/ ou nutricionista indicar.
Sua formulação, com uma quantidade menor de gorduras e maior em proteínas e carboidratos, oferece maior aceitação da dieta e facilidade na sua preparação e alimentação fora de casa.

O cálculo da dieta cetogênica é individualizado e depende de características antropométricas do paciente, como altura, peso, índice de massa corporal. A equipe de saúde realizará um acompanhamento do crescimento da criança para determinar a necessidade de mudanças na dieta para assegurar um crescimento normal e adequado ao indivíduo.

A dieta cetogênica pode ser indicada a pacientes que se alimentam por sonda. Existem fórmulas especiais feitas para este propósito, ricas em lipídios e de baixo teor em carboidratos, apresentando uma relação de lipídios de 4:1 em relação a carboidratos mais proteínas (KetoCal)

Se a dieta se mostra eficaz, a mesma pode ser mantida entre 2 e 3 anos, para logo ser modificada e, transformar-se aos poucos, em uma dieta comum.

Antes de iniciar a dieta será solicitada uma série de exames de laboratório para determinar se o paciente tem condições de começar a dieta cetogênica. Alguns exames descartarão enfermidades metabólicas que contraindicam o uso da dieta como tratamento da epilepsia.

A ingestão de carboidratos fora do plano alimentar pode provocar um aumento de crises e a saída da cetose franca. Por esse motivo, o médico e/ ou nutricionista devem escolher medicamentos sem carboidratos ou, se não for possível, a quantidade de carboidrato deve estar incluso no planejamento da dieta do paciente.

Dieta

Dieta Cetogênica

A Dieta cetogênica é indicada para as pessoas com EPILEPSIA FARMACORRESISTENTE, aquele tipo de epilepsia que não melhora com o uso de vários medicamentos antiepiléticos. Quando o 2º medicamento não faz efeito, a Dieta cetogênica pode ser utilizada, sempre sob a supervisão de uma equipe médica e de um nutricionista.